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jueves, 24 de agosto de 2017

RACISMO BLANCO Y RACISMO NEGRO. Apuntes para una historia no autorizada del imperialismo EEUU


         Los enfrentamientos acaecidos este estío entre racistas blancos y racistas negros en EEUU (éstos últimos respaldados por multiculturalistas y progresistas blancos, además de por todo el poder mediático norteamericano), con motivo de la opuesta valoración de unos y otros sobre la Guerra de Secesión de EEUU (1861-1865), invita a realizar un análisis objetivo de la historia de ese país, hoy la potencia imperial todavía dominante a escala planetaria. A la vez, favorece la condena argumentada de todas las expresiones de racismo, se manifieste como racismo de los blancos o racismo de los negros. El racismo es siempre desigualdad, explotación, capitalismo, por eso el proyecto y programa revolucionario ha de sublevarse contra él en todas sus manifestaciones, y no sólo en algunas.

Tan intolerable es el racismo blanco representado por neonazis, supremacistas blancos y lo que sobrevive de esa horridez criminal conocida como KKK (Ku Klux Klan), como el racismo negro, heredero del Partido Panteras Negras (uno de los grupos más substancialmente supremacistas del siglo XX a escala planetaria), Malcolm X y sus manifestaciones actuales, todas ellas favorecedoras del capitalismo, el militarismo USA y el imperialismo yanki, por tanto anti-revolucionarias. El racismo negro es hoy más útil y valioso para la máquina de guerra del Pentágono que el blanco, de ahí que ésa, y con ella todo el gran capitalismo globalizador de USA, lo protejan, premien y promuevan. Esto explica la toma de partido de todo el aparato mediático en contra del racismo de los blancos y a favor del racismo de los negros.

         Revelar por qué y cómo se ha creado esta situación, así como su significación política actual y su evolución más probable, es aportar una herramienta analítica de importancia para promover el avance de la revolución popular, comunal e integral planetaria. Porque una cosa es la versión progresista, burguesa, de la historia de EEUU, que es la que se impone desde la escuela y los medios de comunicación, y otra la verdad de lo que sucedió.

El fundamento del progresismo es la mentira y la manipulación de las mentes, en EEUU tanto como en el Estado español. Aquí su ejecutoria a partir de la Constitución de Cádiz, 1812, fue un genocidio secular, que arrasó con el comunal, eliminó las formas asamblearias de autogobierno municipal, infringió daños gravísimos al medio ambiente (que dos siglos después están convirtiendo la península ibérica en un cuasi-desierto), estableció una forma jurídicamente obligatoria de patriarcado, destruyó los sistemas de autogobierno parcial de Euskal Herria, Galiza, etc. (los de Cataluña ya las había extinguido el antecedente inmediato del liberalismo español, la monarquía centralista, en 1714), sometió a un adoctrinamiento permanente a la infancia con la escuela estatal obligatoria, concentró todo el poder y toda la riqueza en Madrid, estatuyó un régimen centralista español que saqueaba al campo para abastecer las ciudades a través de un sistema tributario confiscatorio que condenaba a la rural gente a la pobreza e incluso al hambre, estableció el servicio militar obligatoria para hacer operativo el colonialismo español, fomentó la acumulación y concentración de la propiedad (en particular, con las diversas leyes de desamortización civil, que arrebataron a punta de bayoneta a los pueblos sus tierras y otros muchos bienes comunales) dando con ello un impulso decisivo al desenvolvimiento del capitalismo, elevó al clero católico al privilegiado estatuto de cuerpo de funcionarios del Estado que se apropiaba de una parte conspicua del presupuesto estatal y convirtió al individuo en un rehén y una propiedad del Estado, reduciéndole a la condición de ser nada. La represión continuada y violentísima de quienes se resistían al liberalismo, en particular las gentes del agro de la mitad norte de Iberia, convirtió a nuestro siglo XIX en un baño de sangre continuado.



4 comentarios:

  1. O regime político norte-americano sempre foi bipartidário (com um longo período monopartidário nos estados sulistas), entretanto, os dois grandes partidos não foram sempre os mesmos. O modelo político adotado pelos Pais Fundadores foi inspirado no parlamentarismo inglês, onde havia dois grandes partidos ou correntes de opinião política das elites inglesas: o Tory (conservador) que tendia à defesa dos interesses dos grandes proprietários de terras (nobreza), e assim defendia uma reserva de mercado para os produtos agrícolas britânicos; e o Whig (liberal) que tendia à defesa de um livre comércio com o estrangeiro, defendendo assim os interesses mais próximos à burguesia. Como espelhamento deste modelo, as treze colônias independentes de Norte América, apesar de existirem outras agremiações partidárias, apresentaram inicialmente um bipartidarismo dominado pelo partido Federalista, próximo aos interesses dos proprietários de terras, e pelo partido Democrata, que defendia medidas econômicas protecionistas visando a valorização tanto da produção nacional como do trabalho dos estadunidenses.

    Como cita Félix Rodrigo Mora, este modelo de representação partidária das elites colapsou com o desenvolvimento da grande indústria e da concentração da propriedade nos estados do Norte dos EUA, uma vez que aí os interesses dos industriais e magnatas passaram a não ser mais representados pelo partido Federalista nestes estados. De forma que, logo após a guerra contra o México foi fundado o partido Republicano (1853) para a defesa dos interesses dos industriais e gente rica do Norte, permanecendo forte o partido Federalista apenas nos estados sulistas escravocratas.Após a Guerra Civil o partido Federalista foi liquidado em todos os estados, e os estados sulistas derrotados adotaram um monopartidarismo dominado pelo partido Democrata até tempos recentes do presidente Jimmy Carter. A declaração da raça do cidadão em sua documentação foi importantíssima para isso acontecer, pois, os distritos eleitorais eram desenhados de tal forma que era praticamente impossível um distrito eleitoral conter uma maioria de cidadãos eleitores de cor que eventualmente pudessem eleger algum candidato de cor.

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  2. Como corretamente cita Félix Rodrigo Mora a Emancipação dos Escravos não foi a causa determinante para a sua deflagração em 1861. Entretanto, faltou apontar que o presidente republicano Abraham Lincoln violou a Constituição de 1787 ao forçar inconstitucionalmente a adoção da Emenda Constitucional que libertou os escravos em 1863 sem a prévia aprovação desta emenda por dois terços dos parlamentos dos estados da União. Coisa que inevitavelmente iria acontecer com o passar do tempo e a transformação de mais territórios federais em estados, como era o caso da Califórnia, uma vez que nenhum dos novos territórios era escravagista. Contudo, neste intervalo de tempo a União poderia perder a guerra para a Confederação. É por esta razão que os raros juristas que não praticam a estatolatria e que assim ainda reconhecem as fontes originárias do Direito popular não-estatal apontam que os EUA deixaram de ser uma Federação com a Guerra Civil, porque em qualquer Federação de Direito, como a Suíça, por exemplo, o estado membro da União tem o direito condicionado de sair da Federação, condicionado a alguma quebra do Pacto Federal, ou seja, violação da Constituição por parte da União. Enquanto que, por sua vez, numa Confederação o direito de secessão é absoluto, o estado membro pode soberanamente deixar a União assim que quiser, sem ter que observar um ritual previamente fixado em conjunto dos os demais estados membros. Foi por isso, ainda, que Pierre-Joseph Proudhon defendeu o direito dos estados sulista à secessão, porque no seu entender o sacrifício da Federação não valia a libertação imediata dos escravos, uma vez que o interesse por trás da libertação dos escravos era obter mão de obra assalariada para a indústria do Norte mais barata do que a dos migrantes que chegavam aos EUA, e, no vaticínio de Proudhon, a libertação dos escravos desta forma inconstitucional e violenta somente acirraria o ódio entre as raças.

    Por exemplo, a República Federativa do Brasil é reconhecida pelos estatólatras como uma Federação. Entretanto, para o Direito Social, para o qual a Lei (e por conseguinte a própria Constituição) não passa de “um lago profundo no Oceano do Direito...” (Georges GURVITCH: L’idée du Droit Social, 1931), o Brasil não é uma Federação porque a sua Constituição afirma dogmaticamente que o Brasil é a união indissolúvel dos seus estados membros e ela não estabelece um rito de retirada da União em caso de rompimento do Pacto Constitucional. O segundo critério para o reconhecimento de uma Federação segundo a doutrina pluralista do Direito não-estatal é a DUAL SOBERANIA, ou seja, União e estados igualmente soberanos, reservando-se a cada qual uma esfera distinta de soberania, certas matérias nas quais a os Poderes da União não podem interferir nos assuntos dos estados.

    Por fim aponto erro de escrita no texto acima quando indica 1857 como data do início das Guerras Índias, ou seja, dois anos após o fim da Guerra Civil só pode ser o ano de 1867.

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  3. Félix Rodrigo Mora não foi feliz ao afirmar que no Brasil a abolição da escravatura “...se efectuó con suma facilidad” . Foi longo e árduo processo que culminou com a abolição em 1888 e redundou na queda da Monarquia em 1889. O que ocorreu no Brasil foram leis abolicionistas, como a Lei do Ventre Livre e a Lei Sexagenária que libertou todo filho de escrava nascido a partir de 1871 e garantiu a liberação legal dos trabalhos forçados dos maiores de 60 anos. De forma que, o país que tinha mais da metade de sua população escrava quando da independência, tinha quando da Abolição menos de 10% de sua população escrava.

    Antes da abolição várias províncias aboliram a escravidão em seus territórios. O problema da abolição aprovada no Parlamento, sem indenização aos proprietários e sem nenhum programa de amparo social aos libertos, por intromissão direta da Princesa Regente Isabel, foi que os escravos ainda ocupados eram majoritariamente empregados na atividade econômica mais rentável e politicamente importante: nas fazendas de produção de café nas províncias centrais de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, porque, infelizmente, o escravo produtivo era um ativo de capital extremamente valioso. Ou seja, os proprietários de escravos com menor poder econômico vendiam os seus escravos para proprietários com mais poder econômico e político.

    Assim a Monarquia perdeu o seu último apoio político e o Exército deu um golpe de Estado que proclamou a República afastando um monarca que reinou por 49 anos e que não fez nenhum esforço para manter o regime. O Brasil é um país que se destaca pela inovação e pela corrupção, e é incrível como a República se consolidou ao fazer o país ser um dos primeiros a adotar a moeda sem lastro metálico, aqui a inovação, associada ao primeiro grande caso de corrupção institucional que se tem notícia na história do país. Em 1891 o lastro metálico é abandonado e a Casa da Moeda imprime mil-réis na quantidade demandada pelo Banco do Brasil para empréstimo a qualquer pessoa com patrimônio para oferecer garantias.

    Desta forma, além das condições para o empréstimo serem facilitadas para quem fosse filiado ao partido Republicano, o empréstimo era concedido a taxa de juros fixa inferior a enorme taxa de inflação observada com a imensa quantidade de moeda impressa para a concessão destes empréstimos. De forma que os políticos dos partidos monarquistas liberal e conservador aderiram em massa ao partido republicano e os nobres brasileiros abandonaram em massa os seus títulos de nobreza.

    Somente a Marinha do Brasil (Revolta da Armada) e uma facção do partido liberal das províncias do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, os colorados maragatos (Revolução Federalista), resistiram a esta situação, até serem vencidos em 1895. Esta situação foi determinante para a brutal concentração de renda existente no país.

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  4. Empiezas tu análisis calificando la conquista de América como vil empresa colonizadora, no sé muy bien si te refieres al conjunto de lo hecho en América, que viendo la composición racial actual y la cohesión social superior frente a la sociedad de EEUU y la historia y motivación de las independencias, de vil tuvo poco, sólo a título particular, no colectivo (leyes de Indias, testamento de la reina Isabel, mestizaje masivo, etc, etc).

    Y basándote, nada menos, que en las exageraciones oportunistas e infundadas (apenas si tuvo contacto con la realidad de la conquista) de Bartolomé de las Casas, de muy fácil demostración.

    No sé, es algo que me interesaría conocer, por saber el tipo de persona que es la que escribe los artículos, a simple vista bastantes sesudos y acertados, pero en este tema patina tanto que no sé si afectará a la credibilidad de los restantes.

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